Mais um exemplo de Paródia. Dessa vez, a partir de uma imagem.
Este é um espaço para abordarmos e discutirmos questões teóricas e/ou práticas sobre a nossa língua portuguesa de muitas formas diferentes. Lançar mão da criatividade é indispensável! Estejam à vontade para participar!
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
A PARÓDIA
Vamos dar uma pequena pausa no assunto MADAME BOVARY?
A imagem que estou compartilhado hoje (créditos à página do Facebook Pensar Enlouquece. Pense nisso.) se trata de uma PARÓDIA do poema de Camões “Amor é fogo que arde sem se ver”; mais especificamente, da primeira estrofe deste poema.
A imagem que estou compartilhado hoje (créditos à página do Facebook Pensar Enlouquece. Pense nisso.) se trata de uma PARÓDIA do poema de Camões “Amor é fogo que arde sem se ver”; mais especificamente, da primeira estrofe deste poema.
O HUMOR da imagem consiste justamente na abordagem irônica do texto, que é muito conhecido principalmente pelos contrastes, ou seja, por lançar mão de PARADOXOS como o que existe no verso “É ferida que...
dói e não se sente”, por exemplo. As representações, a abordagem figurativa do sentimento do poeta é transformada em explicações reais sobre coisas concretas.
PARÓDIA é um fenômeno de INTERTEXTUALIZAÇÃO!!!
Isso cai em concurso? Sim, Senhor !!
Isso cai em vestibular? Sim, Senhora!!!
Na escola a professora vai pedir em trabalhos e avaliações? Conte com isso!!!
Neste site da PUC-RS temos diversos exemplos de paródia: http://www.pucrs.br/gpt/parodia.php
No site da InfoEscola também temos uma explicação muito simples com um vídeo/paródia.http://www.infoescola.com/generos-literarios/parodia/
PARÓDIA é um fenômeno de INTERTEXTUALIZAÇÃO!!!
Isso cai em concurso? Sim, Senhor !!
Isso cai em vestibular? Sim, Senhora!!!
Na escola a professora vai pedir em trabalhos e avaliações? Conte com isso!!!
Neste site da PUC-RS temos diversos exemplos de paródia: http://www.pucrs.br/gpt/parodia.php
No site da InfoEscola também temos uma explicação muito simples com um vídeo/paródia.http://www.infoescola.com/generos-literarios/parodia/
Resumidamente, a paródia é um fenômeno de intertextualização porque você precisa conhecer o texto ao qual ela se refere, ou seja: do diálogo entre o texto original e sua paródia origina-se uma crítica, um momento de humor. O leitor vasculha em sua memória aquela LEITURA PRÉVIA e consegue interpretar o novo texto que lhe é apresentado.
Depois falaremos sobre o PARADOXO usando esse mesmo poema: “Amor é fogo que arde sem se ver”.
Até mais.
Depois falaremos sobre o PARADOXO usando esse mesmo poema: “Amor é fogo que arde sem se ver”.
Até mais.
Beijos.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
VAMOS FALAR DE LEITURA ?
Cinquenta tons de cinza, ou toda a trilogia, não é?
Bom, a literatura por diversas vezes ao longo da história apareceu (e ainda aparece) com o intuito de chocar a sociedade, bater de frente com paradigmas. É muito interessante (e relevante) situar o enredo da obra que se lê ao recorte temporal em que ela foi criada.
No caso de Cinquenta tons de cinza, falar sobre sadomasoquismo é sacudir a sociedade como um todo. Revisitar a postura submissa da mulher é polemizar questões sexistas.
Na verdade, não é sobre esta obra que quero falar (nem nunca a li). Tudo isto é apenas para introduzir a última leitura que fiz: MADAME BOVARY do francês Gustave Flaubert, um clássico da literatura mundial.
Esta obra também causou grande POLÊMICA na época que foi escrita, inclusive LEVOU SEU AUTOR, Flaubert, À PRISÃO.
Mas por quê?
Neste livro, Flaubert criticava a burguesia e o clero, além de abordar escancaradamente os casos de ADULTÉRIO de Emma Bovary. Ele foi acusado de ofensa à moral e à religião.
Pois é! Imaginem em 1857 um texto que falava abertamente dos casos amorosos extraconjugais de uma mulher casada? E a postura de Emma era de total repúdio ao marido e, até mesmo, indiferença com a sua pequena filha Berta (que teve um final bem triste). Só o que lhe importava eram seus devaneios de paixão e os encontros escondidos...
No prefácio do meu livro há o seguinte comentário: “Durante séculos passara por ser leitura indecente e corruptora, proibida às mocinhas”.
O interessante é que quanto mais proibido, mais queriam ler a obra de Flaubert... Como hoje? Quanto mais “Cinquenta tons de cinza” parece polêmico e corruptor, mas as vendas aumentam...
Continuarei com comentários sobre Madame Bovary.
Beijos!!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Para dar um OI !
Hoje eu inauguro essa página com o objetivo de reunir amigos, alunos e outros mais que se interessem pelas questões da língua portuguesa.
Nesse espaço vale a pluralidade da nossa língua, vale conversarmos sobre suas regras e exceções que parecem nunca entrar na nossa cabeça, vale usar diversos métodos para conhecermos melhor o meio pelo qual nos organizamos em sociedade: a linguagem.
Além disso, esse blog também existe para mostrar a todos como diversos alunos/jovens de escolas e centros sociais têm trabalhado todos os temas da linguagem.
Neste espaço eles poderão ver seus trabalhos expostos e compartilhar, comentar...
Só para começarmos, quero falar sobre a imagem escolhida: ela representa todos os países onde se fala a língua portuguesa. Para quem não os conhece, são eles: Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Moçambique. É muito legal trabalhar as variações da língua de acordo com a cultura desses países. Em um dos CIEPs onde eu trabalho, desenvolvi um pequeno projeto divertido com esse tema. Em breve colocarei as fotos.
Beijos.
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