Cinquenta tons de cinza, ou toda a trilogia, não é?
Bom, a literatura por diversas vezes ao longo da história apareceu (e ainda aparece) com o intuito de chocar a sociedade, bater de frente com paradigmas. É muito interessante (e relevante) situar o enredo da obra que se lê ao recorte temporal em que ela foi criada.
No caso de Cinquenta tons de cinza, falar sobre sadomasoquismo é sacudir a sociedade como um todo. Revisitar a postura submissa da mulher é polemizar questões sexistas.
Na verdade, não é sobre esta obra que quero falar (nem nunca a li). Tudo isto é apenas para introduzir a última leitura que fiz: MADAME BOVARY do francês Gustave Flaubert, um clássico da literatura mundial.
Esta obra também causou grande POLÊMICA na época que foi escrita, inclusive LEVOU SEU AUTOR, Flaubert, À PRISÃO.
Mas por quê?
Neste livro, Flaubert criticava a burguesia e o clero, além de abordar escancaradamente os casos de ADULTÉRIO de Emma Bovary. Ele foi acusado de ofensa à moral e à religião.
Pois é! Imaginem em 1857 um texto que falava abertamente dos casos amorosos extraconjugais de uma mulher casada? E a postura de Emma era de total repúdio ao marido e, até mesmo, indiferença com a sua pequena filha Berta (que teve um final bem triste). Só o que lhe importava eram seus devaneios de paixão e os encontros escondidos...
No prefácio do meu livro há o seguinte comentário: “Durante séculos passara por ser leitura indecente e corruptora, proibida às mocinhas”.
O interessante é que quanto mais proibido, mais queriam ler a obra de Flaubert... Como hoje? Quanto mais “Cinquenta tons de cinza” parece polêmico e corruptor, mas as vendas aumentam...
Continuarei com comentários sobre Madame Bovary.
Beijos!!

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